Vidas ao Vento: Onde Vivem os Sonhos


Não contem para Walt Disney, mas é Hayao Miyazaki quem detêm as chaves do reino encantado. Seu último filme - literalmente o último, já que o cineasta anunciou sua aposentadoria - Vidas ao Vento (Kaze tachinu, JAP, 2013) alterna entre o mundo mágico dos sonhos e a crua realidade do Japão no começo do século XX.

Jirô Horikoshi, dublado por Hideaki Anno, criador da série Neon Genesis Evangelion nutre, desde criança, o sonho de pilotar aviões. Mas é míope, portanto, entra na universidade para aprender a desenhá-los. Muitos anos depois, se tornaria responsável pelo desenvolvimento e construção do que é considerado um dos maiores caças de todos os tempos, o Mitsubishi Zero.

Mais informações »

Pacotão Oscar 2014: Deu a lógica, por assim dizer...

Gravidade domina premiações, mas perde o prêmio de melhor filme para 12 Anos de Escravidão. Confira a análise da equipe do Who's Geek sobre como foi a premiação, e o que as vitórias significaram.


Em uma premiação que envolveu a apresentadora Ellen DeGeneres pedindo pizza e distribuindo aos convidados da festa de gala mais vista do mundo; selfie  dos atores quebrando recordes no twitter e photobomb de Benedict Cumberbatch em cima do Bono, entre outras bizarrices, estava claro que a festa do Oscar só podia terminar mesmo em.... pizza.

Mais informações »

Os Melhores Filmes de 2003 a 2013

Com a aproximação do Oscar no próximo dia 2 de março, a equipe do Who's Geek fez mais uma seleção para você. Desta vez, selecionamos o melhor filme de cada ano, desde 2003. Confira abaixo, veja os outros destaques e deixe sua opinião. Quem você escolheria? Quem ficou de fora?

2003:

Mestre dos Mares: o Lado Distante do Mundo

O ano de 2003 foi um dos melhores da história do Oscar dos últimos dez anos. O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei acabou levando 11 estatuetas igualando o recorde de Titanic e Ben Hur, mas seus competidores não ficaram para trás. Entre os filmes que disputaram o prêmio estavam Seabiscuit, Sobre Meninos e Lobos, Encontros e Desencontros, e meu favorito, Mestre dos Mares. Com Russell Crowe no papel de um capitão de uma embarcação britânica durante a guerra contra Napoleão, este épico dirigido pelo australiano Peter Weir, provavelmente foi a coisa mais incrível a passar no cinema desde David Lean. Mas esta obra prima do cinema contemporâneo se supera por não ser somente um épico de inimagináveis proporções, mas um estudo minucioso da sociedade do século XVIII, contando com extraordinárias atuações de Russell Crowe e Paul Bettany. Não muito diferente de Titanic, a embarcação do filme cria um microcosmo, mas sua qualidade cinematográfica é indiscutivelmente melhor. Vencedor dos Oscar de melhor fotografia e edição de som.

Destaques: O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, Seabiscuit, Alma de Herói, Sobre Meninos e Lobos, Encontros e Desencontros, Elefante e Procurando Nemo

Mais informações »

Previsões do Oscar: Quem vencerá, quem deveria vencer e porquê?



Com a premiação mais importante do cinema internacional se aproximando, a equipe do Who's Geek preparou uma matéria especial, analisando as principais categorias, e prevendo qual filme levará os principais prêmios. Confira abaixo:

Mais informações »

Top 5: Dragões do Cinema


Os dragões oriundos das mais variadas mitologias preencheram a cultura pop com magníficas criações, imaginadas, mas reais dentro e fora das telas. Carregados de simbolismos, esses monstros alados se tornam uma das criaturas fantásticas mais populares da cultura contemporânea. Uma escritora brasileira uma vez me disse que, se sua história está ruim, é só colocar um dragão nela. Concordo. Confira a seguir os cinco dragões mais espetaculares que o cinema já trouxe.
Mais informações »

O Jogo do Exterminador: A Sombra do Gigante

Quando Orson Scott Card escreveu o romance Ender’s Game: O Jogo do Exterminador (Devir Livraria, 2013, 383 páginas.) em 1985, o mundo era muito diferente do que é hoje. Naquela época, o Pacto de Varsóvia ainda estava em vigor, a União Soviética e os Estados Unidos ainda disputavam a hegemonia do poder, em um mundo que temia o fogo atômico. Hoje, os padrões e os eixos políticos mudaram. Não há mais Pacto de Varsóvia, Muro de Berlin e União Soviética. Os medos mudaram das chamas nucleares para a vingança do meio ambiente, dos vírus transmitidos pelo ar, o fim do mundo.

O grande problema que Gavin Hood (diretor de X-Men Origens: Wolverine) vai enfrentar em sua adaptação, Ender’s Game: O Jogo do Exterminador (Ender’s Game, EUA, 2013), é justamente esse. O mundo mudou. As convenções sociais já não são mais as mesmas, e o mundo digital é tão avançado – senão mais – do que o visionado por Card, tantos anos atrás. Daí, Hood adentra um caminho perigoso. 

Mais informações »

O Hobbit: A Desolação de Smaug

O primeiro filme da trilogia Hobbit, Hobbit: Uma Jornada Inesperada foi um grande sucesso de bilheteria (arrecadando cerca de 1 bilhão de dólares mundialmente) e proporcionou aos fãs de O Senhor dos Anéis, uma segunda chance para revisitar a Terra Média e alguns de seus personagens mais icônicos. Mas convenhamos, ele foi um pouco longo e um pouco chato. A segunda empreitada de Peter Jackson ao romance de J.R.R. Tolkien Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug, EUA/NZL, 2013) é um pouquinho menos longo e um pouquinho mais chato.



Mais informações »

Os Suspeitos: Algo Profundo e Escuro

Os Suspeitos (Prisoners, EUA/CAN, 2013) o primeiro filme em inglês do diretor canadense Dennis Villeneuve, é um envolvente suspense policial, mas que ao mesmo tempo atua como um complexo estudo sobre violência e suas consequências, em uma pequena comunidade dos Estados Unidos.

Os tributos do pecado, da inveja, da culpa e da redenção pesam em todos os personagens de Os Suspeitos. Keller Dover (Hugh Jackman), na cena de abertura do filme, está caçando cervos com seu filho, quando diz: “sempre esteja preparado”. No entanto, nada poderá prepará -lo para os eventos que se sucederão.


Mais informações »

Nárnia, Fantasia e o coração de C.S. Lewis


O nome dele era Eustácio e ele merecia. É difícil conhecer alguém que não tenha ido para Nárnia pelo menos uma vez na vida. Isso acontece por que Nárnia não é um lugar, mas um estado de espírito que pode ser visitado sob muitas formas e nomes diferentes. Alguns preferem chamá-la de Terra Média, Terra do Nunca, País das Maravilhas, Hogwarts etc, mas a verdade é que esse lugar é um só.

Mais informações »

Thor: Sempre mais e mais do mesmo



Beneficiado pela experiência do diretor Alan Taylor com a série da HBO Game of Thrones, Thor, O Mundo Sombrio (Thor, The Dark World, EUA, 2013) é sim, mais macabro, violento e engajador do que a empreitada anterior do personagem da Marvel, mas continua pecando pela falta de originalidade.

Dois anos depois dos eventos do primeiro filme, e de  Os Vingadores, o mundo todo agora conhece a existência de seres alienígenas e da ameaça que eles trazem ao planeta Terra. A destruição das pontes que ligam os nove Reinos ao Reino de Asgard provocou um caos que somente o todo-poderoso Thor (Chris Hemsworth) pode conter. Seu irmão Loki (Tom Hiddleston) foi preso pelo ato de guerra contra a humanidade em Os Vingadores e as coisas parecem estar seguindo para o caminho certo.

Mais informações »

Círculo de Fogo: Suspensão de Descrença


Círculo de Fogo, do cineasta Guilhermo Del Toro deve agradar aos fãs mais ávidos do gênero de Robôs Gigantes, mas para todos os outros, é uma bagunça longa e barulhenta

Círculo de Fogo (Pacific Rim, EUA, 2013) é, de muitas maneiras, como revisitar o seu desenho favorito de infância. Mechas, ou robôs gigantes pilotados por humanos, fazem parte da cultura pop japonesa há muitos anos, e, nas últimas três décadas caíram no gosto ocidental. Eles já foram analisados, desvirtuados e subvertidos de muitas maneiras, com resultados catastróficos e geniais, como Neon Genesis Evangelion e Patlabor, por exemplo.
Mais informações »

Gravidade: O Rei, o Pai e o Monstro


O primoroso e visionário Gravidade, do cineasta Alfonso Cuarón é a nova maravilha do cinema contemporâneo a aterrissar nos cinemas em 2013

Em Gravidade (Gravity¸ EUA, 2013) o novo filme do diretor Alfonso Cuarón, os astronautas Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalski (George Clooney) precisam enfrentar a devastadora escuridão do espaço para voltar para casa depois que o ônibus espacial deles foi destruído por detritos vindos de um satélite russo.

Mais informações »

Elysium: Efeito Bourne?


Em seu segundo trabalho, o cineasta sul-africano Neil Blomkamp decide atacar o sistema público de saúde, mas o resultado é um filme maniqueísta e incompleto


Orçamentos inflacionados não necessariamente significam filmes melhores. Aliás, muito pelo contrário. Elysium (Eylsium, EUA/AFR, 2013) do diretor sul-africano Neil Blomkamp, é, infelizmente, mais uma constatação desse fenômeno.

Mais informações »

Ronin


Wolverine: Imortal é o melhor filme da franquia X-Men, dos últimos anos, além de ser um filme em busca de um propósito, injetando violência e ação de forma mais coerente que seus predecessores 

John Logan (Hugh Jackman) começa sua jornada em Wolverine: Imortal (The Wolverine, EUA, 2013) como um Ronin, um samurai sem mestre, até que, pouco a pouco reencontra seu caminho e suas aptidões heroicas no que é o melhor filme da franquia X-Men, desde X-Men 2, dirigido por Bryan Singer em 2003. Nos últimos dez anos, a série perdeu sua força em um turbilhão de computação gráfica e ação desmedida, apesar de contar com bons elencos. Evidências podem ser encontradas nos abismais X-Men O Confronto Final (2006) e X-Men Origens: Wolverine (2009) e no decepcionante X-Men First Class (2011).

Mais informações »

Harry Potter e o Enigma do Príncipe


No sexto e penúltimo capítulo da franquia Harry Potter, escrita pela romancista britânica, J.K. Rowling, Harry, Rony e Hermione procuram passar pelo ano letivo de Hogwarts em meio ao caos e a guerra que se instauraram após o retorno do Lorde Voldemort, no quarto volume. Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince, ING, 2009), os protagonistas não terão apenas que enfrentar as forças do mal que estão do lado de fora dos portões de Hogwarts, como os demônios que habitam dentro deles.

Mais informações »

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Algo sombrio se move sob a face das águas. Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, ING, 2004), o surpreendentemente bom – e controverso – terceiro filme da franquia baseada nos livros de J.K. Rowling, Harry, Rony e Hermione retornam à Hogwarts em uma época sombria marcada pela fuga do prisioneiro Sirius Black (interpretado por Gary Oldman) do terrível e assustador presídio de Azkaban.
Mais informações »

Memórias de 11 de setembro


O Homem de Aço do diretor Zack Snyder é um filme em constante conflito consigo mesmo e com uma contagem de mortos absurda, mas é impossível ficar indiferente às suas maravilhas 

Depois que Christopher Nolan reintroduziu o Batman, um dos ícones da cultura pop contemporânea, no cinema, com grandes resultados (uma grande história, fantásticas atuações e um senso de realismo contraposto ao caricaturismo dos filmes dirigidos por Tim Burton), a DC Comics parece ter voltado seus esforços para novas adaptações de seus quadrinhos, com um viés mais sombrio e contemporâneo. Agora é comum que os filmes de grande orçamento (Homem de Ferro, Star Trek) tenham mensagens políticas mais condizentes com a realidade atual.


Mais informações »

Quando Brad Pitt visita a Zumbilândia




Se um dia houver uma pandemia zumbi, ela seria mais ou menos como em Guerra Mundial Z. Essa não é uma boa notícia

Acreditar em zumbis exige uma suspensão de descrença diferente da maioria dos outros filmes. É mais fácil acreditar em vida extraterrestre do que em zumbis. Isso acontece por que corpos sem vida não se mechem. Quanto menos correm, pulam e mordem. É preciso um sistema nervoso e circulatório para operar isso, coisa que eles não têm. Como eu sei disso? Por que no último ano do colegial eu tentei adaptar Frankenstein pro teatro da escola e não...deu...certo.


Mais informações »

House of Cards: Um pedaço de cada vez


House of Cards é a nova série produzida pelo Netflix com supervisão de David Fincher, que conta os bastidores de uma conspiração política nos Estados Unidos

Realizar a migração do cinema para a televisão é um trabalho perigoso e normalmente destinado a atores e diretores que perderam espaço no grande circuito cinematográfico. Nomes como Dennis Quaid, Gary Sinise e Lawrence Fishburne veem à mente. Uma vez que suas chances em Hollywood se esgotaram, eles se voltaram para a televisão, onde fazem considerável sucesso com ausas respectivas séries.

Portanto, quando o Netflix anunciou que Kevin Spacey e David Fincher iriam formar uma dupla para trazer o romance de Michael Dobbs, House of Cards (que também gerou uma série britânica produzida pela BBC) às telas, isso gerou certa preocupação. Spacey não fazia um bom filme desde o pouco conhecido Margin Call no começo de 2011. Já Fincher, duas vezes indicado ao Oscar de Melhor Direção, é um cineasta moderno que normalmente não erra na escolha de seus projetos, mas a adaptação do romance de Stieg Larsson, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, foi um tiro no próprio pé.

Mais informações »

A Bela Catástrofe de Shyamalan

Espiritualidade e paternidade são temas recorrentes no novo filme de M. Night Shyamalan, que, longe de ser um sucesso, está longe de ser um fracasso



Espiritualismo e paternidade não salvam Depois da Terra (After Earth, EUA, 2013), mas ajudam a nova empreitada de M. Night Shyamalan a não ser um completo fracasso. É fato, no entanto, que existiu outrora uma época longínqua, distante a maravilhosa, em que atores pais milionários davam uma namorada bonita ou um carro esportivo para seus filhos. Não um filme de 140 milhões de dólares, criado para catapultar a carreira do jovem Jaden Smith, filho de Will Smith.

Com um argumento de Smith pai e o roteiro de Shyamalan e Gary Whitta (de O Livro de Eli), essa história sobre pai e filho presos em um planeta desconhecido não podia ter saído pela culatra mais espetacularmente. Três semanas em cartaz e ele só rendeu 46 milhões de dólares, foi massacrado pela crítica e público e provavelmente privou Jaden Smith de futuros trabalhos de destaque.

Mais informações »