Harry Potter e a Pedra Filosofal

Toda boa história precisa de um inicio, e o da saga de Harry Potter começa aqui, em Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer's Stone, ING, 2001). Numa noite escura, um homem velho em trajes estranhos, segurando um pequeno dispositivo do tamanho de um isqueiro comum, caminha sozinho (ou quase) através da Rua do Alfeneiros na Inglaterra. Um gato parado no muro simplesmente se transforma em uma senhora vestida de verde. Eles aguardam a chegada de alguém, que se revela ser um homem anormalmente grande, montado em uma motocicleta voadora. Esse homem gigante traz um pequeno embrulho: um bebê. que é deixado na porta do número 4, com as palavras "Boa sorte... Harry Potter".

Dez anos depois, Harry Potter já não é mais um bebê. Vivendo com os tios, Válter e Petúnia, ele teve uma infância difícil, pontuada por acontecimentos estranhos e sonhos com motocicletas voadoras. Até que o gigante de antes retorna para lhe contar a verdade: "Você é um bruxo, Harry". Com essa revelação, a vida do pequeno Potter tem uma reviravolta, principalmente quando ele descobre que é famoso entre os bruxos! Aparentemente, com um ano de idade, no mesmo dia em que foi deixado com os tios, derrotara o maior bruxo das trevas dos últimos tempos. E não tinha ideia de como fizera isso. Aliás, ninguém tinha.

O menino magricela, de óculos redondo, é apresentado ao mundo mágico, um lugar fantástico e cheio de novidades. No filme, esse mundo deslumbra o espectador. Com uma trilha sonora maravilhosa de John Williams, acompanhamos Harry pela descoberta de um novo universo, desde a abertura do Beco Diagonal (a 25 de Março dos bruxos) até o Grande Salão da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, por onde Harry vivenciará a maior parte de suas aventuras nos próximos livros. Passando por corujas, sapos de chocolate e até mesmo comida que surge sozinha nos pratos, todos somos absorvidos por esse lugar mágico e arrebatador.

As matérias ensinadas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts são bem diferentes das nossas. E as poucas aulas que nos são mostradas deixam um gostinho de quero mais. Quem não prefere aprender feitiços, o preparo de poções e a jogar Quadribol (o esporte mais popular que há), ao invés de matemática, física e futebol? Os professores, interpretados por grandes atores como Maggie Smith (de Downton Abbey) e Alan Rickman (de Duro de Matar), dão um show de atuação como os professores da escola, McGonagall e Snape, respectivamente, com suas capas esvoaçantes e varinhas que soltam raios coloridos. E um pouco de medo, devemos admitir. Quer dizer, Snape não parece ser o melhor professor do mundo...

Tudo é lindo, tudo é maravilhoso e incrível. Porém, se depender só disso, nenhuma história se sustenta. No caso, os problemas de Harry começam com a notícia de que um objeto de máxima segurança foi roubado do Gringotes, o banco dos bruxos. Harry e seus dois melhores amigos, Rony e Hermione, descobrem que o objeto roubado é a Pedra Filosofal e que ela está escondida em Hogwarts. Eles também descobrem que o temido bruxo das trevas que Harry derrotou anos antes, Lord Voldemort está vivo.

Mesmo com um trio de atores infantis não exatamente muito bons, Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001), do diretor Chris Columbus, conseguiu encantar tanto crianças quanto adultos no cinema. O ar do filme é de fantasia, de amizade e ternura, bem parecido com o livro. É quando Harry entra no mundo mágico, e nós somos levados junto com ele, quando as coisas são coloridas, mágicas e contagiantes. É difícil não se deixar encantar por Hogwarts e suas passagens secretas, fantasmas, quadros falantes e escadas que mudam de lugar. Vale a pena assistir de novo, e de novo e de novo, só para ficar encantado com esse mundo mágico que é o do bruxinho Harry Potter.

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