Harry Potter e a Câmara Secreta


Depois de derrotar novamente Lord Voldemort, o maior bruxo das trevas dos últimos tempos, Harry Potter passa suas férias na casa dos tios trouxas. Tudo está tranquilo, ele só precisa fingir que não existe para não desagradar os tios. Até que um elfo doméstico, Dobby, aparece para lhe dizer que não deve voltar para a Escola de Magia e Bruxaria do Hogwarts para o ano letivo.

Há um grande perigo a espreita que ameaça a vida de Harry. Sem contar que perigo é esse, o elfo o coloca numa situação complicada: ele quase é expulso da escola e passa o resto do verão trancado em seu quarto, até ser resgatado pelo melhor amigo, Rony Weasley, em um carro voador. Em Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter and the Chamber of Secrets, ING, 2002), Harry ignora o aviso do elfo e volta para cursar seu segundo ano em Hogwarts, ao lado dos melhores amigos Rony e Hermione.

Na escola, as coisas começam a ficar estranhas, com alunos sendo atacados e se transformando em pedra, Harry ouvindo vozes dentro das paredes, atiçando cobras nos colegas e Dobby voltando para alertá-lo sobre o perigo que corre. Aparentemente, o herdeiro de Salazar Slytherin, fundador da casa Sonserina, está atacando os nascidos-trouxas da escola, e Harry é o principal suspeito [de cometer os crimes?].

Chris Columbus, diretor do primeiro filme da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) continua na mesma linha do antecessor, com um mundo mágico deslumbrante. Porém, já que não precisa mais se prender a mostrar os detalhes desse mundo, o diretor fica livre para se ater melhor à história, que parece ter mais sequência e ser menos truncada do que no primeiro filme. Ele, inclusive, tem um tom um pouco, mas muito pouco, mais obscuro do que o primeiro.

Nem é preciso falar que os atores Alan Rickman (Severo Snape) e Maggie Smith (Minerva McGonagall), assim como outros, continuam dando um show. Snape continua temível e McGonagall mantém o posto de professora mais rígida da escola. Infelizmente, é o último filme de Richard Harris, que interpretava o diretor Dumbledore. Para mim, ele se parece mais com o personagem dos livros, mais ponderado e um simpático senhor excêntrico. Nas poucas cenas que aparece, inclusive nas cenas finais, ele é o exemplo de calma e serenidade. No entanto, é Kenneth Branagh, como o professor Gilderoy Lockhart, de Defesa Contra as Artes das Trevas, quem rouba a cena sempre que aparece. Com seu super sorriso Colgate, vencedor de algum prêmio por vários anos consecutivos, suas roupas coloridas e seu ar meio atrapalhado, ele consegue arrancar risadas e, ao mesmo tempo, ser odiado (por tirar todos os ossos do Harry, fazê-lo lutar contra Malfoy, entre outras coisinhas mais).

Em compensação, Gina Weasley, irmã de Rony, interpretada por Bonnie Wright, ficou extremamente sem sal. Tudo bem, ela estava na faixa dos 11-12 anos, mas sua interpretação continua a mesma coisa nos filmes seguintes, mesmo quando consegue maior espaço. Foi uma decepção. Mas Rupert Grint, como Rony Weasley, consegue salvar um pouco com suas caretas e expressões nas cenas mais divertidas. Emma Watson  interpretando Hermione Granger, recebeu um penteado mais bonito e menos parecido com a personagem, mas continua no papel de sabe-tudo-irritante. E Daniel Radcliffe,como Harry, não melhorou muito de um filme para o outro, mas podia ser pior.

A Câmara Secreta não é, certamente, um dos filmes mais marcantes da série. Ele se parece demais com o primeiro e segue como uma continuação deste, não como uma obra com vida própria. Mesmo assim, é bem amarrado, sem grandes furos de roteiro (apesar de ser proibido fazer magia fora da escola, o que inclui o Beco Diagonal) e, ainda, bastante infantil.

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