Sendo o quarto e penúltimo livro da segunda série estrelando os Olimpianos, é notável o amadurecimento do autor. Riordan criou uma narrativa menos truncada, mais fluida, e sem perder o tom irônico de todos os livros anteriores.
Dessa vez, Percy e a namorada estão presos no Tártaro e o resto dos amigos tenta chegar até as Portas da Morte ao mesmo tempo que eles, só que pelo lado de fora. Para frustar parte dos planos de Gaia, a deusa que é, basicamente a Terra, eles precisam fechar as portas por dentro e por fora. Cabe ao nosso casal mais antigo fazer isso pelo jeito mais difícil. No Tártaro, eles enfrentam diversos monstros novamente. Só que dessa vez tem uma diferença: eles não morrem! Quer dizer, eles morrem e vão... bem, para o Tártaro. Os gigantes também estão de volta, assim como vários outros monstros de nome estranho, velhos conhecidos de Percy e Anabeth.
A coisa não é mais tão simples quanto lutar. É preciso se esconder, ludibriar e escolher bem os amigos. Nesse livro, acompanhamos o ponto de vista de vários personagens, o que pode tornar a leitura ligeiramente confusa, com o vai-e-vem de situações. Mesmo assim, a narrativa é bem estruturada e em poucos parágrafos você se situa novamente naquele ambiente. Aliás, Rick Riordan conseguiu dar mais profundidade para cada personagem que já conhecíamos dos livros anteriores.
A Casa de Hades é um livro recheado de novas aventuras, mas continua sem um final. Enquanto na série Percy Jackson e os Olimpianos cada livro terminava uma aventura e um ciclo, em Os Heróis do Olimpo isso não acontece: cada livro começa exatamente onde o anterior parou. É necessário esperar que seja lançado o último volume, previsto para 2014, para saber se os heróis realmente vão conseguir deter Gaia e salvar os humanos, deuses e criaturas da Terra.





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