Tem dois Tom Cruise em Oblivion. Infelizmente não é o bastante. Spoiler
A estreia de Joseph Krosinski na direção cinematográfica foi marcada por um muito badalado Tron: O Legado, que pretendia ser uma sequência do revolucionário Tron de 1982, o primeiro filme a usar a tecnologia de computação gráfica. Nem Jeff Bridges ajudou aquilo a deixar de colapsar sobre si mesmo como uma estrela morta. O filme é burro e mal conduzido, apesar de imagens sensacionais e da eletrizante música de Daft Punk.
Não é o caso de Oblivion (Oblivion, EUA, 2013), o segundo filme do diretor. Mas também não é nenhuma obra prima. Venho acompanhando seu desenvolvimento há mais de um ano, na época em que ele era somente uma Graphic Novel concebida pelo diretor e com produção executiva de David Fincher. A trama também era muito mais complexa e o filme seria vendido para a Disney.
No entanto, conforme o tempo se passou, Tom Cruise foi escalado no papel principal, Fincher abandonou a produção, a Graphic Novel sumiu e a Disney abandou o projeto (provavelmente por causa de uma cena de nudez desnecessária mais ou menos no começo do filme, já que a violência não é nada problemática).
Setenta anos no futuro, a humanidade foi atacada por uma raça alienígena. A invasão fracassou, mas o planeta foi perdido. Imensas máquinas convertem a água dos oceanos em energia de fusão para a instalação de uma colônia humana em Titã, a maior lua de Júpiter.
Tom Cruise, em seu retorno à ficção científica, interpreta Jack Harper, um técnico que é responsável pela manutenção dos sistemas de defesa dessas máquinas. Por quê? Ainda há remanescentes dos alienígenas habitando a Terra, e eles continuam lutando. Harper trabalha com sua colega, Victoria, a bela Andrea Riseborough de W.E. O Romance do Século.
Os dois atuam como um casal em sua instalação que fica numa torre acima do céu. Entretanto, os dois possuem personalidades absolutamente opostas. Harper é juvenil, curioso e inquieto, enquanto Victoria é séria, compenetrada e temerosa. Para ela, não há nada na que restou na Terra e a expectativa de perder sua passagem para Titã, é uma ideia que a assombra.
Setenta anos no futuro, a humanidade foi atacada por uma raça alienígena. A invasão fracassou, mas o planeta foi perdido. Imensas máquinas convertem a água dos oceanos em energia de fusão para a instalação de uma colônia humana em Titã, a maior lua de Júpiter.
Tom Cruise, em seu retorno à ficção científica, interpreta Jack Harper, um técnico que é responsável pela manutenção dos sistemas de defesa dessas máquinas. Por quê? Ainda há remanescentes dos alienígenas habitando a Terra, e eles continuam lutando. Harper trabalha com sua colega, Victoria, a bela Andrea Riseborough de W.E. O Romance do Século.
Os dois atuam como um casal em sua instalação que fica numa torre acima do céu. Entretanto, os dois possuem personalidades absolutamente opostas. Harper é juvenil, curioso e inquieto, enquanto Victoria é séria, compenetrada e temerosa. Para ela, não há nada na que restou na Terra e a expectativa de perder sua passagem para Titã, é uma ideia que a assombra.
As coisas ficam complicadas quando uma espaçonave humana cai perto da base deles. Lá, uma mulher chamada Julia (Olga Kurylenko de Quantum of Solace) é resgatada por Jack dos escombros. Toda sua tripulação morreu. Quando desperta, ela o reconhece. “Jack”, chama. Daí, quase quarenta minutos depois do começo do filme, começa a verdadeira trama.
Quem é Julia? Como ela sabe quem ele é? Por que uma nave humana caiu na Terra? Por que Morgan Freeman usa aqueles óculos escuros? O suspense vai sendo construído à maneira de Lost, sob o som da banda M83 da fotografia sensacional de Claudio Miranda, que recentemente venceu o Oscar por As Aventuras de Pi.
Oblivion sofre com problemas de ritmo e Krosinski prova mais uma vez que não é um diretor de ação. Os atores estão todos bem, embora Kurylenko tenha mais beleza do que personalidade, a trilha sonora é incrível (a canção de Susanne Sundfor é coisa de outro mundo) e a fotografia também. No entanto, algo além parece estar faltando.
Há uma falta de atenção aos detalhes e isso já vem do primeiro filme de Krosinski. Cruise, apesar de ser um ator limitado, traz à tona com surpreendente naturalidade, os conflitos e inquietações de seu personagem. Quando Morgan Freeman aparece a coisa melhora 200%.
Quem é Julia? Como ela sabe quem ele é? Por que uma nave humana caiu na Terra? Por que Morgan Freeman usa aqueles óculos escuros? O suspense vai sendo construído à maneira de Lost, sob o som da banda M83 da fotografia sensacional de Claudio Miranda, que recentemente venceu o Oscar por As Aventuras de Pi.
Oblivion sofre com problemas de ritmo e Krosinski prova mais uma vez que não é um diretor de ação. Os atores estão todos bem, embora Kurylenko tenha mais beleza do que personalidade, a trilha sonora é incrível (a canção de Susanne Sundfor é coisa de outro mundo) e a fotografia também. No entanto, algo além parece estar faltando.
Há uma falta de atenção aos detalhes e isso já vem do primeiro filme de Krosinski. Cruise, apesar de ser um ator limitado, traz à tona com surpreendente naturalidade, os conflitos e inquietações de seu personagem. Quando Morgan Freeman aparece a coisa melhora 200%.
Mesmo assim, como já aconteceu da primeira vez, as emoções emanadas por Krosinski são mais arquiteturais do que emocionais. O diretor se mostra mais concentrado em criar cenas de tirar o fôlego, do que desenvolver um triângulo amoroso que engaje. Cruise tem mais química com a colega Victoria do que com Julia, e, na medida em que a narrativa prossegue você começa a perceber que isso não é bom.
Pior do que isso é falta do elemento humano. A devastação da humanidade é vista com câmeras digitais de altíssima definição, sob a forma de paisagens belas e desoladas. E, mesmo sendo uma história conduzida pelos seus personagens, é difícil perceber que algo efetivamente humano esteve em jogo ou perdido, afinal.
Oblivion (Oblivion, EUA, 2013).
Dirigido por: Joseph Krosinski.
Roteiro de: Joseph Krosinski, Karl Gadjusek e Michael Ardnt.
Baseado na graphic novel de Joseph Krosinksi e Arvid Nelson.
Estrelando: Tom Cruise, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Melissa Leo, Nikolaj Coster-Waldau e Morgan Freeman.
Duração: 126 minutos.
Fotografia de Claudio Miranda.
Edição de Richard Francis Bruce.
Trilha sonora de Anthony Gonzalez, Joseph Trapanese e M83







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