Quem me conhece sabe o quanto adoro falar sobre zumbis. Da mesma forma, estou convencido que um Apocalipse Zumbi é inevitável e está próximo, por isso preparem-se, não vou ficar salvando ninguém. Agora, dito isso, conto a vocês que meu interesse pelos mortos se levantando vai de anos atrás, quando gastava as ininteligíveis aulas de matemática imaginando formas de escapar da sala com vida caso ela fosse invadida por uma horda de zumbis enfurecidos e famintos. Infelizmente, professor Fred não tinha como competir com isso com a sua geometria impossível de ser compreendida por humanos normais. Com o passar do tempo, se tornou um hobby para mim imaginar e visualizar estratégias e pontos de fuga para ataques. True story, pergunte a qualquer um que ande comigo.
O que percebi é o seguinte: num mundo em que se está em desvantagem numérica de 1 humano para 400 mil zumbis devoradores de cérebro (em uma estimativa otimista, veja bem), não há balas suficientes para acabar com todos então os sobreviventes tem que fazer uma escolha entre formar uma base fixa autossustentável e arriscar (e provavelmente, perder) a vida protegendo-a ou ter bases móveis - o que significa, em outras palavras, carregar tudo o que você tem em uma mochila e correr como se estivesse fugindo do inferno (analisando que centenas de criaturas-morta-vivas-devoradoras-de-cérebro estão te perseguindo, creio que essa metáfora seja claramente perfeita para este caso).
Embora ambos os casos tenham pontos positivos e negativos, sou mais a favor da primeira situação. Com uma base autossustentável e bem abastecida (e rotas de fuga estratégicamente posicionadas em níveis) é possível sobreviver durante anos a hordas de inimigos irracionais, enquanto o plano de fugir com uma mochila e nada mais lhe dá a vantagem da mobilidade, sim, mas proporciona toda uma nova montanha de problemas (você tem de encontrar lugares seguros para dormir a cada duas ou três noites, encontrar comida e água, pode acabar encontrando-se cercado e sem proteção, etc). De uma forma ou de outra, os sobreviventes devem analisar os pontos positivos e negativos antes de optar.
E tudo isso para comentar sobre a nova temporada da série de TV The Walking Dead que estreou dia 14 de outubro, o que significa que já estamos praticamente no meio da temporada e eu demorei muito para escrever este texto (=/). Isso tudo porque, para quem não sabe, o grupo liderado pelo ex-policial (evil) Rick Grimes finalmente acha um lugar para se estabelecer e fundar uma base. Este é todo o spoiler que vou dar neste texto. Juro! Ok, para quem acompanha os quadrinhos no qual a série é baseada, temos também a participação da super guerreira Michonne, com sua katana motherfucker, e do Governador, que (obviamente) governa uma cidadezinha de civis. Ok, sem mais spoilers.
Segundo a produtora da série, a AMC, esta terceira temporada terá 16 episódios, tendo o quarto sido exibido na noite do último domingo (04/11) nos EUA. E dizem os boatos que ao menos dois dos principais personagens do grupo de Rick morrerão até o final desta temporada. Quem será? (Na torcida para que a desnaturada mãe do Carl, Lori, seja uma delas. Porque vamos combinar, quem aguenta ela?).
Essa nova temporada promete a volta de personagens que se foram e a introdução de novos igualmente, ou mais, interessantes. Isso, sem falar, é claro, na morte de incontáveis zumbis. Temos também desmembramentos, mordidas, sangue e massa encefálica suficiente para deixar os telespectadores enjoados (e prontos pro Apocalipse Zumbi, quando ele acontecer). E aí, vai perder as ótimas dicas e estratégias de combate corpo-a-corpo com os cadáveres ambulantes?





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