O Jogo do Exterminador: A Sombra do Gigante

Quando Orson Scott Card escreveu o romance Ender’s Game: O Jogo do Exterminador (Devir Livraria, 2013, 383 páginas.) em 1985, o mundo era muito diferente do que é hoje. Naquela época, o Pacto de Varsóvia ainda estava em vigor, a União Soviética e os Estados Unidos ainda disputavam a hegemonia do poder, em um mundo que temia o fogo atômico. Hoje, os padrões e os eixos políticos mudaram. Não há mais Pacto de Varsóvia, Muro de Berlin e União Soviética. Os medos mudaram das chamas nucleares para a vingança do meio ambiente, dos vírus transmitidos pelo ar, o fim do mundo.

O grande problema que Gavin Hood (diretor de X-Men Origens: Wolverine) vai enfrentar em sua adaptação, Ender’s Game: O Jogo do Exterminador (Ender’s Game, EUA, 2013), é justamente esse. O mundo mudou. As convenções sociais já não são mais as mesmas, e o mundo digital é tão avançado – senão mais – do que o visionado por Card, tantos anos atrás. Daí, Hood adentra um caminho perigoso. 

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