
Novo filme de Star Trek toma novas liberdades, procurando, ao mesmo tempo, agradar os fãs antigos, os novos e passar uma mensagem política engajante e atual
Há uma tendência nos filmes de grande orçamento, atualmente, de pegar questões pontuais da nossa sociedade (ou ao menos da sociedade norte-americana) e colocá-las na tela. É claro, vale lembrar, que o cinema é uma forma do mundo e da sociedade de expurgar seus próprios demônios, e que as discussões variam conforme a época em que elas estão.
Assim como aconteceu recentemente com Homem de Ferro 3, Além da Escuridão: Star Trek (Star Trek: Into Darkness, EUA, 2013) pega os tempos em que vivemos, exagera-os, os deixa caricaturados e os coloca no cinema. O empreendorismo apresentado por J.J. Abrams e companhia no primeiro filme, de desvendar novos mundos, de ir audaciosamente até onde ninguém foi, isso acabou. O objetivo agora é mais político e sombrio. A palavra para o novo filme é "desilusão".
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