O Jogo do Exterminador: A Sombra do Gigante

Quando Orson Scott Card escreveu o romance Ender’s Game: O Jogo do Exterminador (Devir Livraria, 2013, 383 páginas.) em 1985, o mundo era muito diferente do que é hoje. Naquela época, o Pacto de Varsóvia ainda estava em vigor, a União Soviética e os Estados Unidos ainda disputavam a hegemonia do poder, em um mundo que temia o fogo atômico. Hoje, os padrões e os eixos políticos mudaram. Não há mais Pacto de Varsóvia, Muro de Berlin e União Soviética. Os medos mudaram das chamas nucleares para a vingança do meio ambiente, dos vírus transmitidos pelo ar, o fim do mundo.

O grande problema que Gavin Hood (diretor de X-Men Origens: Wolverine) vai enfrentar em sua adaptação, Ender’s Game: O Jogo do Exterminador (Ender’s Game, EUA, 2013), é justamente esse. O mundo mudou. As convenções sociais já não são mais as mesmas, e o mundo digital é tão avançado – senão mais – do que o visionado por Card, tantos anos atrás. Daí, Hood adentra um caminho perigoso. 

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O Jogo do Exterminador



Baseado no livro de imenso sucesso e mesmo nome, Ender’s Game - O Jogo do Exterminador (Ender’s Game, EUA, 2013) chega ao Brasil nesta sexta-feira, 20/12, com a promessa de um longa-metragem de ficção científica belo e cativante. E alcança ao menos a metade do que foi prometido - o que é sempre uma vitória.

Acompanhei o filme em uma sessão privada (cortesia da Paris Filmes - e da editora Devir, responsável pela distribuição do livro no Brasil) e devo dizer que uma coisa o filme consegue: embasbacar com a beleza visual. Tanto que já me comprometi a assisti-lo novamente nos cinemas, com direito a 3D, IMax e tudo o mais a que tiver direito. O longa é uma obra de arte visual, não há como negar. Ao menos o ponto de filme de ação divertido ele conseguiu alcançar. No entanto, a história a que se propõe a contar é muito mais profunda do que isso e, neste quesito, o diretor sul-africano Gavin Hood (de X-Men Origens: Wolverine e O Suspeito) decepciona um pouco.

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