Review de Shadow of the Colossus


Não sou nenhum fã que conta com incontáveis horas jogadas na versão para Playstation 2. Simplesmente peguei a conta da PSN do meu amigo emprestada e baixei Shadow of the Colossus, sem muita expectativa. Então me surpreendi quando fui puxado para dentro da história tão rapidamente que, quando me dei por conta, já estava na metade do jogo. Shadow não é apenas um jogo. É uma fábula interativa contada com uma simplicidade cativante e uma ambientação inesperada, em comparação aos games atuais.

Na primeira cutscene, você pode observar a peregrinação a cavalo do seu personagem no jogo, Wander. Depois do que parecem horas de viagem , ele chega à um templo, cujo interior é ladeado de 16 esculturas rústicas de monstros gigantes. No fim do templo, banhada à luz do sol e com vista à um campo verdejante, ele deposita o corpo inerte de uma garota chamada Mono. Vozes vindas do além explicam: para recuperar a alma e a vida desta garota, Wander deve enfrentar e derrotar cada um dos 16 monstros gigantes que vagueiam pela região.


O estilo de jogo de Shadow é no mínimo incomum. Não existem inimigos nos cenários. Não existe placas que indiquem o caminho. Tudo que você tem pela frente são paisagens grandiosas cobertas por grama verde, montanhas, desfiladeiros e ruínas, que devem ser desbravadas em companhia de seu fiel companheiro, o cavalo Agro. Para encontrar os colossos, você deve erguer sua espada ao sol. Ela refletirá os raios, convergindo-os a um só ponto quando estiver apontada para o monstro. Seguir na direção indicada pode não ser muito fácil, já que existe todo tipo de obstáculo natural no caminho, como cânions e montanhas inescaláveis.

O encontro com o primeiro colosso é inesquecível. Ver a terra tremer e sentir a vibração do controle fazem o terror tomar conta, já que você não faz a mínima ideia de como derrotar uma besta que tem sete ou oito vezes a sua altura. Você precisa usar sua intuição, observar os padrões da movimentação e escolher a hora certa para subir no colosso e enfiar a espada no ponto fraco dele. Como você já deve ter presumido, essa tarefa não é nada fácil, e vai ficando cada vez mais complicada a cada novo colosso a ser enfrentado. Ao escalar o s colossos, a trilha sonora passa de tons deprimentes a um tema incrível de ação, que sem dúvida é uma das melhores trilhas sonoras que já ouvi em um jogo (se quiser conferir: Shadow of the Colossus: The Opened Way Theme).

Shadow of the Colossus passa de divertido a desafiador a partir do terceiro ou quarto colosso. Devo admitir que quase joguei o controle na parede umas cinco vezes durante as oito horas de jogo, principalmente no último colosso, que me deixou com cara de idiota quando descobri o que tinha que fazer. Alguns inimigos são um pouco repetitivos, mas grande parte das batalhas me deixaram de boca aberta com o tamanho dos inimigos ou a dificuldade de alcançar os pontos fracos. Além disso, a cada colosso derrotado, a vontade de descobrir qual o próximo e como sua jornada vai acabar. Devo dizer que o final é no mínimo surpreendente.

Para quem ficou curioso e quiser experimentar essa aventura inesquecível, não é difícil achar esse título para o PlayStation 2. Para o PlayStation 3, dá para comprar pela PSN ou conseguir o game de graça se for assinante da PlayStation Plus. Você pode encontrar a edição Blu-ray em alta definição do jogo, que vem acompanhada do jogo ICO, que também é uma aventura extraordinária. Mas esta história fica para a próxima vez.

Um comentário on "Review de Shadow of the Colossus"

  1. Realmente Shadow of the colossus é uma experiencia inesquecível. Cada minuto jogado é inesquecível. Sem duvidas um dos melhores jogos do ps2, se não o melhor.

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