Resenha: Tales of Phantasia


Tales of Phantasia - o discurso de um apaixonado.

Phantasia. Só de ler essa palavra, meu alegre coração palpita. E por quê? Oras, porque foi o primeiro RPG a realmente me conquistar!

Tales of Phantasia conta as aventuras de um jovem espadachim chamado Cress que, no dia de seu aniversário, sai para caçar com seu amigo arqueiro, Chester. Quando estão no meio da floresta, porém, eles ouvem os sinos da vila tocando, e correm de volta para suas casas. No entanto, quando chegam lá, tudo está destruído, e tanto os pais de Cress quanto a irmãzinha de Chester estão mortos. Cress desconfia que isso tem algo a ver com o que seu pai, Miguel, o dissera mais cedo - ele e a esposa, Maria, precisariam contar um segredo ao filho. Com o coração inquieto, Cress vai em busca da verdade.


O enredo do jogo, além de ter um belíssimo toque de originalidade, também defende coisas que, aparentemente, podem parecer óbvias, até infantis, mas não o são - qualquer sombra de maniqueísmo nesse RPG cai por terra, por exemplo. Do jeito que foi feita, a história pode virar o jogador muito mais contra alguns supostos "aliados" dos heróis do que contra o vilão, que, diga-se de passagem, é extremamente charmoso e cativante. Não é incrível?

Tales of Phantasia também é o primeiro jogo da saga "Tales of", série de RPGs de enorme sucesso. É possível estar jogando um jogo dessa saga quando, subitamente, nos deparamos com uma referência aos heróis de Phantasia: quem sabe uma citação ao grande pesquisador Claus F. Lester, ou à bondosa e gentil curandeira Mint Adenade.

O jogo possui gráficos um tanto quanto limitados, por razões um tanto quanto óbvias, se considerarmos a época na qual foi produzida. No entanto, sua trilha sonora é algo realmente belo - uma das músicas mais tristes conseguiu fazer com que o ogro que vos fala ficasse reduzido a um pequeno ser lacrimoso e tremelicante. Apreciem sem moderação:


As personagens, enfim, são extremamente cativantes. Por questão de honra, terei que falar de cada um deles em particular - nem poderia ser diferente. Então, se me permitem:

Cless Alvein/Cress Albane:

Um espadachim da vila de Toltus, filho de Miguel Albane, mestre espadachim, e Maria Albane. Cress tem personalidade gentil e modos calmos que o fazem favorito das garotas. A irmã de seu melhor amigo, inclusive, tem uma forte queda por ele.

Apesar dos modos moderados, Cress pode ser vingativo e violento contra quem odeia, como visto nas lutas contra Dhaos. Seu estilo de luta, o Estilo Albane, foi ensinado a ele por seu pai. É uma personagem principal que, excepcionalmente, tem um lugar no meu coração.

Chester Burklight:

Ah, Chester... O melhor amigo de Cress, arrimo de família. É órfão e cuida de sua irmãzinha, Amy Burklight, que tem uma pequena grande queda por Cress. É uma personagem que, apesar do pouco tempo em jogo, mostrou ser incrível: ele é persistente, determinado, tem um enorme senso de justiça... E é arqueiro. Existe alguma personagem que não fique melhor com um arco na mão? Obviamente não.

Mint Adnade:

Linda, loura, gentil, poderosa... Mint é um sonho. Sua mãe era amiga dos Albane pais e, por ter selado Dhaos junto com eles, foi presa na masmorra do castelo de Euclid junto com Mint. Lá, ela conheceu o adorável e gentil Cress, e com ele escapou. A curandeira do time, Mint é a jovem mais adoravelmente pura de todas.

Claus/Klarth F. Lester:

Meu xará, nas versões de gameboy, é o adulto do grupo. Ele é um invocador, famoso em seu tempo, por querer usar magia sendo exclusivamente humano. Apesar de não ser tão forte quanto Arche, a maga do grupo, muitas vezes suas magias são mais úteis, já que gastam menos MP. Ele supostamente tem um caso com sua ajudante, Milard, que muitas vezes o trata como criança. Apesar do jeito irônico, tem um coração enorme.

Arche Klein:

Arche, para todos os efeitos, é o oposto da Mint - suas magias são destrutivas, e ela é extrovertida, alegre, fanfarrona... E, claro, adora Cress. Apesar disso tudo, Arche se revela uma flor de menina, sendo muito sensível: toda sua fanfarronice é uma mera fachada.

Há também implícito no jogo que um certo arqueiro balança o coração desta pobre meio-elfa. Será que eles ficam juntos? Ninguém sabe - mas nada que fanfictions não povoem nossa imaginação, não é mesmo?

Suzu Fujibayashi:

Suzu é uma ninja de onze aninhos. Apesar da pouca idade, suas habilidades são muito bem desenvolvidas, e ela é cotada para ser a próxima líder de seu vilarejo. Ela só é disponível para jogar nas versões de PSX e GBA, mas em todas as versões sua história é triste - ela tem que matar os próprios pais, controlados por Dhaos. Seu jovem coração aparentemente também é balançado por Cress... Ah, esqueçam o que falei acima. Cress é um safado fanfarrão, mesmo!

E vocês? O que acham desse incrível jogo? Comentem aqui embaixo! E não se esqueçam de dar aquele like maroto na nossa página do Facebook:
www.facebook.com/WhosGeek

Nenhum comentário on "Resenha: Tales of Phantasia"

Leave a Reply